Roubo de Veículos no Brasil: Os Estados com Mais Casos (Dados 2026)
Saber onde o roubo e o furto de veículos mais acontecem ajuda você a dimensionar o risco real de rodar pelo Brasil — e a entender por que proteger o carro deixou de ser opcional. Reunimos aqui os dados oficiais mais recentes, com base no Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025 (que consolida os números de 2024), para mostrar o panorama por estado de forma clara e sem alarmismo.
O panorama nacional
Em 2024, o Brasil registrou cerca de 344,6 mil ocorrências de roubo e furto de veículos somados — uma leve queda em relação às 358,2 mil de 2023. Desse total, foram aproximadamente 126,7 mil roubos (com violência ou ameaça) e 217,9 mil furtos (sem violência). A taxa média nacional ficou em torno de 278 ocorrências por 100 mil veículos.
Ou seja: apesar da leve melhora, ainda é um problema de grande escala — quase mil veículos subtraídos por dia, em média, no país inteiro.
Roubo x furto: qual a diferença?
Os dois termos costumam ser usados como sinônimos, mas têm distinção legal importante:
- Roubo: envolve violência ou grave ameaça (o famoso "assalto"). Pena maior.
- Furto: ocorre sem violência — geralmente com o veículo estacionado, aproveitando uma distração. É o tipo mais frequente.
Para a proteção do seu patrimônio, ambos importam: uma boa proteção veicular costuma cobrir as duas situações, conforme o regulamento.
Onde mais acontece: depende de como você olha
Existem duas formas de ler o ranking — e elas apontam estados diferentes:
Em números absolutos: São Paulo lidera
Por ser o estado mais populoso e com a maior frota, São Paulo concentra o maior volume de casos: cerca de 31,7 mil roubos e 94 mil furtos de veículos em 2024. É o maior número absoluto do país, com folga.
Na taxa por frota: o Rio de Janeiro lidera
Quando se ajusta pelo tamanho da frota (ocorrências por 100 mil veículos), o quadro muda: o Rio de Janeiro aparece com a maior taxa do Brasil, cerca de 605 ocorrências por 100 mil veículos — mais que o dobro da média nacional (278). Na prática, isso significa que a chance proporcional de ter o veículo subtraído é maior no RJ do que na maioria dos estados.
Os estados que mais reduziram
Nem tudo é má notícia. Alguns estados tiveram quedas expressivas em 2024:
| Estado | Destaque (roubo + furto de veículos, 2024) |
|---|---|
| Acre | Maior queda do país: cerca de -40% nas ocorrências. |
| Rio Grande do Sul | Queda de cerca de -28,7% (8,9 mil casos em 2024 ante 12,1 mil em 2023); taxa de 107 por 100 mil, uma das menores. |
| Pará | Entre os que mais reduziram a taxa por frota no país. |
Essas reduções costumam ser atribuídas a ações integradas das forças de segurança e ao combate aos desmanches clandestinos.
Por que os casos se concentram em certas regiões
A concentração não é aleatória. Pesam fatores como: grande circulação de veículos, presença de desmanches e mercado paralelo de peças, facilidade de fuga e menor cobertura de monitoramento em determinadas vias. Carros populares e mais antigos, com menos itens de segurança, tendem a ser os alvos preferenciais.
O que esses dados significam para você
O recado é direto: independentemente do seu estado, o risco existe — e, em praças como o Rio de Janeiro, ele é proporcionalmente maior. É justamente por isso que muitos motoristas que não conseguem (ou não querem) pagar o seguro tradicional buscam a proteção veicular, que costuma cobrir roubo e furto com base no valor de Tabela FIPE, conforme o regulamento.
Para entender o que está coberto, veja o que a proteção veicular cobre e, se o pior acontecer, como funciona a indenização por roubo ou furto. Se você é do Rio, vale o guia proteção veicular no Rio de Janeiro.
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